Grande Missão de Ala
Este
guia foi preparado para o uso dos líderes missionários de A Igreja de Jesus
Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Nova Inglaterra. Deve ser estudado em
conjunto com Pregar Meu Evangelho (referenciado
aqui por PME, seguido pelo número da
página), e a Carta da Primeira Presidência de fevereiro de 2005, Trabalho Missionário na Ala (referenciado
por TMA).
Este guia não é
uma publicação oficial da Igreja.
Cópias deste guia
e outros materiais mencionados aqui podem ser obtidos no missionaryleaders.org
ou enviando um e-mail para missionaryleaders@yahoo.com.
Créditos das
Fotos: Angela Barlow; LDS.org; photographybybritta.com
Design feito por Angela Barlow
2007
Traduzido por Rafael Rocha
2010
Revisado por Leonardo Rocha
2010
Tradução de: Leading a
Great Ward Mission
Portuguese Version 1.0
Sumário
1.
Visão Geral: Os Deveres de um Líder de Missão da Ala
2.
Seção 1: Liderar os Membros
a. Tornando-se
um Membro Missionário Exemplar
b. Criando
e Usando um Plano para Liderar os Esforços Missionários de Sua Ala
c. Ajudando
os Seus Missionários de Ala a ter Sucesso e Crescer
3.
Seção 2: Fortalecendo os Recém-Conversos
a. Transformando
Conversos em Santos dos Últimos Dias Engajados
b. Três
Coisas que Amigos, Responsabilidade e Nutrição Provêm
4.
Seção 3: Apoiar os Missionários
a. Organizando
Reuniões Semanais de Coordenação Missionária Efetivas
b. Contribuindo para Reuniões
do Conselho da Ala e do Comitê Executivo do
Sacerdócio
c. Implementando o
Programa das Cinco Famílias
d. Organizando
Serviços Batismais Inspiradores e Efetivos
Anexos
Anexo A: “Trabalho Missionário na Ala”, uma Carta da Primeira Presidência,
Fev 2005
Anexo B: “Sete Lições para Compartilhar o Evangelho”,
Christensens, A Liahona, Fev
2005
Os Deveres
de um Líder de Missão da Ala
1. Liderar os Membros de Sua Ala Para Se Tornarem
Membros Missionários Entusiasmados e Engajados
Ser um
membro missionário exemplar. Ensinar os membros de sua ala como compartilhar o
evangelho com os outros e inspirá-los a fazê-lo. Ajudar o bispo a liderar o
conselho da ala para desenvolver e implementar um plano de missão da ala. Certificar-se de que os membros do
conselho da ala consideram-se responsáveis por atingir as metas traçadas nesse
plano. Ajudar os outros missionários da ala a tornarem-se grandes membros
missionários e a terem uma experiência produtiva, recompensadora e edificante enquanto
servem em sua designação.
2. Fortalecer os Novos Conversos
Examinar
o processo na sua ala pelo qual os novos conversos se tornam fortes, comprometidos
e capazes Santos dos Últimos Dias.
3.
Apoiar os Missionários
Ajudar
os missionários de tempo integral a trazer novos membros para a Igreja.
•
Inspirar os
membros da sua ala a encontrar pessoas para os missionários, ensinar através do
seu exemplo e através disso desenvolver e implementar seu plano de missão da
ala. Esta é a maneira mais poderosa de apoiar seus missionários.
•
Fazer uma
reunião de coordenação com os missionários toda semana. Planejar como os
membros da ala irão ajudar cada pesquisador a progredir para o batismo e
aumentar em fé a partir daí. Como membro do conselho da sua ala e do comitê
executivo do sacerdócio, tome a frente em revisar assuntos missionários nessas
reuniões, assegurando-se de que esse tempo seja gasto produtivamente. Assista o
bispo e o líder do grupo de sumo sacerdotes em sua responsabilidade de trazer
membros menos ativos para a atividade plena através do Programa das Cinco Famílias. Planeje
e conduza serviços batismais que edifiquem a fé de todos que comparecerem.
Seção 1:
Liderar os
Membros
Tornando-se um Membro Missionário Exemplar
A
maior contribuição que você pode fazer como líder de missão da ala é liderar os
membros de sua a ala, por preceito e exemplo, a tornarem-se membros
missionários ativos (PME pág. 237) . Você não foi chamado para ser um administrador de missão da ala, mas para
ser o líder. Os profetas de Deus
chamaram membros da Igreja para compartilhar o evangelho e prometeram grande
regozijo, perdão de pecados e outras bênçãos para todos que o fazem.
Ainda
assim, muitos membros são tão tímidos e preocupados com outras coisas que eles
não buscam ativamente trazer outros para a Igreja de Jesus Cristo.
Não há
uma solução administrativa para esse problema. Ele requer liderança. Os membros
precisam de exemplos a serem seguidos. Visualize seu desafio dessa forma: é
como se os membros de sua ala andassem através de uma geleira e estão
desordenados ao longo da beira de uma profunda fenda, impedidos de prosseguir
porque estão com medo de pular. A fenda é o trabalho missionário feito pelos
membros. Se você ou outros líderes da Igreja tentarem empurrar os membros por
trás, eles irão resistir. Se ao invés você pedir para que abram espaço, pular
para o outro lado, e voltar-se para falar com uma mão estendida para ajudar,
“Esta é uma deliciosa e inspiradora experiência! Assim é como deve se fazer.
Deixem-me ajudá-los,” muitos membros irão seguir seu exemplo.
Tornar-se
um Líder Missionário em Sua Ala Requer Quatro Passos:
1)
Aprender; 2) Fazer; 3) Ensinar e 4) Testificar.
Aprender
Como você pode
tornar-se um membro missionário de sucesso?O artigo “Sete Lições para
Compartilhar o Evangelho”, de A Liahona, ajudou muitas pessoas que não sabiam
como compartilhar o evangelho, ou estavam com medo de fazê-lo, de se tornarem
missionários entusiasmados. Uma de suas mensagens é de que muitos membros acham
o trabalho missionário difícil e assustador porque eles vinham seguindo um
conjunto de princípios incorretos. Um resumo daquele artigo está na próxima
página, mas encorajamos que você leia o artigo completo no anexo deste guia.
Fazer
Ler é apenas o
começo. O próximo passo é começar a seguir as sete lições sobre compartilhar o
evangelho. Você aprenderá melhor quando o fizer.
Ensinar
Após você ter
“pulado a fenda” você precisará ensinar esses princípios para os membros de sua
ala. Poucos não estarão interessados. Mas a maioria dos membros da Igreja quer compartilhar o evangelho com outros
– eles apenas não sabem como. Uma série de três lições da Escola Dominical de
membros missionários foi preparada para ajudar você ou outro missionário de ala
a ensinar esses sete princípios para os membros de sua ala. Essas lições podem
ser encontradas no web site, missionaryleaders.org ou por e-mail para missionaryleaders@yahoo.com.
Testificar
Enquanto você
ensina os membros de sua ala a compartilhar o evangelho, você pode motivá-los a
fazer o que eles têm sido ensinados ao prestar seu testemunho pessoal do
regozijo que você experimentou quando você o fez. Testemunhos motivam ação.
Você e seus missionários de ala não devem esconder suas candeias debaixo de um
alqueire. Após você estudar os sete princípios na página seguinte, leia na
outra página a história verdadeira da Ala Cambridge I após alguns membros
deixarem sua luz missionária brilhar. Os nomes foram alterados.
Sete Princípios do Trabalho do Membro Missionário
|
|
Repare
como nessa história o testemunho de uma pessoa inspirou outras duas. Essas, por
sua vez, inspiraram mais membros – até que o espírito do trabalho missionário
se espalhou por toda a ala. Se você e seus missionários de ala fizerem os que
esses membros fizeram, vocês farão mais para acelerar o ritmo do trabalho
missionário na sua ala do que quase qualquer outra coisa que vocês possam
fazer.
Uma história verdadeira
Os membros da
Ala Cambridge I não haviam dado referências para os missionários em mais de um
ano quando as Sísteres Susan Jones e Laura Winn foram transferidas para lá
alguns anos antes.
Spencer Quinn,
um membro que estava fazendo pós-graduação na Nova Inglaterra, sentiu que devia
convidar um conhecido, Chip, a se encontrar com as sísteres. O Espírito estava
forte enquanto as sísteres ensinavam a primeira lição. Depois que Chip foi
embora, o irmão Quinn disse, “Isso é tão bom. Nós tivemos um espírito especial
em nossa casa durante a semana enquanto nos preparávamos para isso.”
Síster Jones
respondeu, “No próximo domingo é reunião de jejum e testemunho. Você prestaria
seu testemunho sobre como isso fez você se sentir? Eu acho que isso realmente
ajudaria os outros membros.” No domingo seguinte o irmão Quinn prestou seu
testemunho. “Duas semanas atrás eu estava sentando aqui na reunião sacramental
quando eu senti que devia ligar para um colega de classe, Chip, para perguntar
se ele gostaria de aprender a respeito da Igreja. A impressão foi uma grande
surpresa porque eu não tenho muito intimidade com o Chip. Mas eu liguei e
disse, “Como você deve saber, eu sou um membro da Igreja Mórmon. Isso sempre
significou muito para mim. “Eu tive um sentimento de que devia ligar para você
para ver se, antes que o semestre acabe, nós poderíamos convidá-lo para vir à
nossa casa para que possamos explicar um pouco sobre o que acreditamos.”
“Para minha
surpresa, Chip disse que sabia que eu era Mórmon e que havia anos que queria
saber sobre a Igreja. Ele não me perguntou a respeito porque estava com
vergonha. Então lhe disse sobre as grandes sísteres em nossa ala e como elas têm
lições preparadas para introduzir as pessoas às coisas básicas da nossa crença
– e ele combinou de recebê-las. O que eu queria era prestar meu testemunho
sobre o Espírito que está em nosso lar desde que começamos a ensinar Chip com
as Sísteres Jones e Winn.
Não há paz no
mundo como a que o evangelho traz quando é ensinado pelo Espírito de Deus na
sua casa. Eu sou muito grato por essa oportunidade que o Senhor nos deu e
queria compartilhar isso com vocês”
Duas semanas
mais tarde, o irmão Quinn estava almoçando na escadaria da biblioteca de sua
escola quando um colega de classe SUD, Gary Muir, se juntou a ele.
“Spence,” Gary começou, “você se lembra de
quando você prestou seu testemunho sobre estudar com Chip e as missionárias?
Enquanto você falava eu disse para mim mesmo, ‘Se o Spence pode fazer isso, eu
também posso.’ Então hoje de manhã eu perguntei para um cara na minha seção se
ele iria ate minha casa para aprender sobre a Igreja e ele disse, ‘Sim’! Eu
tive essa sentimento sobre ele e então eu pensei a respeito de como você
convidou o Chip. Então, obrigado pela inspiração!”
Posteriormente,
na mesma semana, outro estudante SUD, Richard Slovacek, convidou um de seus
colegas para ouvir as palestras dos missionários e ele aceitou.
Após ensinar a
primeira lição em suas casas, Síster Jones pergountou aos irmãos Muir e
Slovacek, “Na próxima reunião de testemunho, vocês poderiam prestar seus
testemunhos sobre como foi convidar seu amigo para conhecer o evangelho – e
sobre como isso afetou sua família? Eu acho que muitos membros querem convidar
pessoas, mas têm vergonha. Vocês podem
ajudar.”
Os irmãos Muir
e Slovacek prestaram seus testemunhos na reunião de jejum e testemunho
seguinte. Nas semanas subseqüentes, muitos outros membros da ala encontraram
pessoas para as Sísteres Jones e Winn ensinar. Na reunião de testemunhos de
dezembro quase todos os testemunhos foram sobre a experiência de compartilhar o
evangelho. Quando a Síster Jones foi transferida, três meses depois, os membros
da Ala Cambridge I tinham encontrado 35 pesquisadores e 14 tinham sido
batizados.
Criando e Usando um Plano para Liderar os Esforços
Missionários de Sua Ala
Seu
plano de missão da ala pode ser uma das melhores ferramentas para se tornar um
líder efetivo dos esforços missionários de sua ala. O plano de missão da ala
envolve todos os líderes e membros da ala num esforço conjunto de compartilhar
o evangelho e para aumentar e fortalecer a ala através do trabalho missionário
e reativação (TMA; PME págs.238 & 239) Um grande plano de missão da ala é
simples e efetivo. Simplicidade e efetividade provêm de cada organização na ala
designada para fazer uma ou duas coisas específicas repetidamente e
consistentemente. Um bom plano de missão da ala pode ser escrito em meia
página, como o que está na página seguinte.
|
O
Plano de Missão da Ala Waltham (um exemplo típico) |
|
|
|
Nossa Visão Para a |
|
|
|
Cada
ala terá mais membros com recomendação para o templo do que a nossa ala tem
no presente. |
|
|
|
Metas
desse Ano: Esse ano aumentaremos a freqüência à Reunião Sacramental de 136
para 160; e encontraremos 48 pessoas para os missionários ensinarem. |
|
|
|
Nossas Táticas: |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Como
você lerá na carta da Primeira Presidência em anexo, criar e implementar um
plano de missão da ala não é uma opção. É a ferramenta central que você deve
usar para organizar e liderar a missão de sua ala (PME cap. 13). Planos
A Estrutura de um Grande Plano de Missão da Ala

A
segunda seção do plano consiste em princípios edificadores, como os listados nos
itens 1-9 no exemplo acima. Cada organização auxiliar e sacerdócio na ala deve
contribuir com princípios edificadores. Para
ser simples e efetivo, os princípios edificadores devem ter as características citadas abaixo. Como os membros do
conselho de sua ala propõem os princípios edificadores que eles talvez usem
para contribuir com seu plano, você deve ajudá-los a dar forma as suas idéias
para que elas atendam ao padrão do “simples e efetivo”.
Buildin
|
Características de
Princípios Edificadores Complicados e Pouco Efetivos |
Características de
Princípios Edificadores Simples e Muito Efetivos |
|
Criar novos programas e eventos é mais difícil,
porém novas tradições às vezes são importantes. |
É mais simples transformar o que já fazemos em
oportunidades missionárias. |
|
As atividades que incluem princípios edificadores acontecem uma vez, ou esporadicamente. |
Atividades que incluem a princípios edificadores ocorrem
regularmente ou repetidamente então elas se tornam habituais. |
|
Responsabilidade é difuso e vago. |
Cada quórum, auxiliar ou pessoa envolvida em implementar o plano tem
uma ou duas coisas específicas para fazer. |
g Blocks
Alguns
terão um instinto de fazer princípios
edificadores simples e efetivos para o plano de missão
da ala. Outros talvez não. Para ajudar, nós obtivemos de diversos planos de
missão de alas por toda Nova Inglaterra, idéias para princípios
edificadores simples e efetivos que os líderes de
cada organização devam considerar fazer uma adaptação para sua ala. Essas idéias
incluem princípios edificadores para famílias individuais que querem fazer
sua parte. Podem ser obtidas no missionaryleaders.org ou pedidas através do missionaryleaders@yahoo.com. Você pode imprimir e distribuir cópias necessárias
para ajudar os líderes de sua ala definir as iniciativas adequadas para as
organizações.
O
terceiro aspecto que um grande plano de missão da ala é o ponto crucial
representado na pirâmide acima: Ser
responsável por implementar seu plano e atingir suas metas. O plano é a sua
ferramenta para liderar o esforço missionário. Não faça apenas escrevê-lo numa
folha de papel e guardá-lo em algum lugar na sala do bispo para não perdê-lo. Ao
invés disso, os membros do conselho da ala devem usar o processo descrito aqui
para serem responsáveis em atingir as metas que você traçou. Isso deve ser
feito mensalmente, numa reunião do conselho da ala.
Cada
ala deve ter ao menos uma reunião do conselho por mês. Se seu bispo decide
fazer uma reunião, então o ajude a organizá-la para que de 20 a 30 minutos
sejam devotados a avaliar o progresso em direção às metas do plano de missão da
ala. Anúncios e calendário podem ser manejados por e-mail e fotocópias. As alas
e estacas que tiveram mais sucesso em inspirar os membros para serem melhores
missionários costumam ter duas reuniões do conselho da ala mensalmente. Uma
delas focaliza exclusivamente no plano de missão da ala.
Presidente
Thomas S. Monson aconselhou,
“Quando lidamos com coisas
gerais, Nunca teremos sucesso. Quando lidamos com coisas específicas, Raramente
falharemos. Quando a performance é medida, A performance melhora. Quando a
performance é medida e relatada, O passo da performance acelera.”
Favorite Quotations from the Collection of
Thomas S. Monson, pg
61,
Metas
Missionárias da Ala Waltham
Pessoas Encontradas paraos Freqüência
da Reunião Missionários Ensinarem Sacramental
Meta Realizado Meta Realizado
Janeiro 138 135
4 1
Fevereiro 140 137
8 3
Março 142 143
12 6
Abril 144 140
16 10
Maio 146 144
20 12
Junho 148 24
Julho 150 28
Agosto 152 32
Setembro 154 36
Outubro 156 40
Novembro 158 44
Dezembro 160 48
Para
ajudar o bispo nessa discussão, você deve criar uma tabela como a acima ou pode
fazer o download de uma tabela em branco no missionaryleaders.org. Ela divide
as metas anuais em 12 passos mensais. Este exemplo é para a Ala Waltham, cuja
meta é aumentar a freqüência à reunião sacramental de 136 em dezembro para 160
em dezembro próximo (um aumento de 24). A cada mês duas pessoas adicionais
devem começar a assistir as reuniões para que o ritmo de atingir a meta anual
seja mantido. A outra meta é a achar 48 pessoas para os missionários ensinarem.
Então, até o fim de janeiro os membros da ala devem achar quatro pessoas; oito
até o fim de fevereiro, 24 até o fim de junho e por aí. Você deve atualizar a
tabela mensalmente e colocá-la na parede durante a coordenação e reuniões do
conselho da ala para que todos você possam visualizar seu progresso e serem
responsáveis por fazer o que disserám que iriam fazer. Se estiverem falhando,
você precisa ajudar o bispo a fazer uma discussão sobre o que mais os líderes
da ala podem fazer para voltar ao caminho. No exemplo da Ala Waltham, eles
estão fazendo um bom trabalho
progredindo
em direção à meta de aumentar a freqüência à reunião sacramental; para estar no
ritmo para atingir a meta de 160 no fim do ano,eles precisam estar com 146 no
fim de Maio – e eles estão com 144. O que quer que estão fazendo, está
funcionando. Mas se eles estão perdendo o ritmo de encontrar pessoas para os
missionários ensinarem. Eles precisam fazer uma tempestade de idéias (brainstorm) sobre o que mais eles podem
fazer para inspirar os membros.
Você
pode usar uma tabela com a acima ou achar um jeito melhor de reportar. Você
precisa criar e seguir com vigilância um método como esse. É crucial que você e
seu bispo sejam sérios sobre sua visão e suas metas de tal forma que vocês
nunca aceitem relaxar. Perder o ritmo requerido para atingir suas metas deve
fazer soar os alarmes na reunião do conselho da ala, trazendo uma conversa
sobre o que mais vocês precisam fazer para voltar ao caminho. Se você não leva
suas metas a sério, sua visão de crescimento e fortalecimento da ala nunca irá
se realizar.O DVD incluso, “A Missão da Ala Wilmington,” pode ajudar você
visualizar a como usar o seu plano de missão para liderar os esforços
missionários de sua ala. Como os membros do conselho da ala são desobrigados e
novos são chamados, você deve se encontrar com os novos líderes para ajudá-los
a entender o papel que sua organização se comprometeu a fazer no plano de
missão da ala. Isso é importante porque na maioria das alas a composição do
conselho da ala muda significativamente todos os anos.Seu sumo conselheiro responsável pela obra
missionária deve entregar a você uma cópia do atual plano de missão da sua ala,
se um existir, durante seu treinamento. Após ter lido, avalie seu plano:
- Ele está num alicerce de visão, metas
e comprometimento?
- Cada sacerdócio e organização auxiliar
na sua ala contribuiu com um princípio edificador ?
- E são simples e efetivos em criar
oportunidades para os membros convidarem pessoas para aprender sobre o
evangelho?
- Os membros do conselho da ala estão
levando a visão e metas deles a sério? E estão dando retorno e relatando
para si próprios, sendo responsáveis em atingir as metas que traçaram?
Se seu
plano de missão da ala ainda não atinge esse padrão, converse com seu sumo conselheiro responsável pela obra
missionária e seu bispo sobre como e quando guiar seu
conselho de ala para criar e começar a implementar um grande plano de missão da
ala.
Ajudando os Seus Missionários de Ala a ter Sucesso e a
Crescer
Sua
terceira responsabilidade como líder é estruturar o trabalho com os missionários
de sua ala para que cada um deles cresça em fé, em suas capacidades como
líderes e professores, e sua vontade de servir como missionários (PME pág. 237)
Comece
pedindo para cada um deles dedicar um tempo específico toda semana para o
trabalho missionário. Assim como os líderes das moças e dos rapazes separam
toda noite de terça ou quarta para servir em seus chamados, os missionários de
ala devem dedicar um tempo estabelecido toda semana – diversas horas – nas
quais irão magnificar sua responsabilidade. Dedicar um tempo para servir ajudar
os missionários de ala em diversas formas. Primeiro, os coloca num ritmo.
Serviço que é regularmente agendado não costuma ser adiado. Por exemplo,
professoras da primária não mudam o horário das aulas para uma hora mais
conveniente. Estão marcadas para todo domingo. O agendamento as ajuda a
magnificarem seu chamado. Marcando para um tempo regular de serviço
automaticamente agenda os missionários de ala para fazerem semanalmente visitas
como as de mestre familiar que são cruciais para manter os novos membros
ativos, por exemplo (veja mais sobre isso abaixo). Um segundo benefício é de
que os missionários de tempo integral saberão quando os membros estarão
disponíveis para ajudá-los a ensinar pesquisadores. Você pode fazer quatro
coisas específicas para ajudar os missionários de sua ala, que estão na
seqüência:
Dê a Cada Missionário de Ala Responsabilidades Específicas
Assegure-se
de que cada missionário de ala tem um dever semanal tangível e a
responsabilidade sobre um princípio edificador específico em seu plano de
missão da ala. Cada um deve se comprometer a servir em um horário estabelecido
toda semana.Isso os ajuda a servir semanalmente como mestres
familiares/professoras visitantes de novos membros e a acompanhar os
missionários enquanto eles ensinam. Em particular, um missionário de ala deve
ser responsável pelo princípio edificador de relações públicas no plano de
missão. Se sua ala tem um especialista de relações públicas, essa pessoa deve
ser chamado como missionário de ala. Quando
possível; o presidente da Escola Dominical deve designar um missionário de ala
para dar a aula dos Princípios do Evangelho. Outro deve dar a aula de Membros
Missionários. Eles precisam dessas oportunidades para crescer mais do que você.
Sua mentalidade deve ser a de estruturar o trabalho deles para que ao fim de
cada semana, seus missionários de ala possam colocar as mãos na cintura e
dizer, “Eu fiz alguma coisa importante!”. Missionários de ala devem comparecer
as suas reuniões semanais de coordenação missionária. Lá é que vocês revisarão
seu progresso em direção suas metas do plano de missão de ala.
Inspirar e Ensinar Como Ser um Membro Missionário
Através do Exemplo
Ensine-os
como compartilhar o evangelho, usando o mesmo material que você estudou.
Designe um missionário de ala para ensinar na classe de Membros Missionários da
Escola Dominical. Exorte todos os missionários de ala para que tirem suas
candeias de debaixo do alqueire e prestem freqüentemente testemunho sobre como eles
se sentem e sobre como eles crescem ao compartilhar o evangelho com outros,
como descrito acima.
Treiná-los a Como Ajudar os Missionários a Ensinar
Os missionários de ala numa ala na Nova Inglaterra
fizeram um compromisso como parte de seu plano de missão: Em cada reunião de
jejum e testemunho, pelo menos dois deles contaria uma experiência inspiradora
que tiveram ao compartilhar o evangelho durante o mês anterior, e testificar
sobre o Espírito que isso trouxe em suas vidas. Isso significa, logicamente,
que eles precisavam ter experiências inspiradoras para que pudessem cumprir com
esse compromisso!Seus esforços em liderar pelo exemplo funcionaram. Naquele ano
os membros da ala encontraram 68 pessoas para os missionários ensinarem em suas
casas – um ritmo de trabalho de membro missionário que era muito mais vibrante
do que jamais fora.
Separe
um horário específico cada semana para ajudar os missionários de tempo integral
a saber quando os membros estarão disponíveis para ajudá-los a ensinar pesquisadores.
Missionários de ala devem estudar todas as cinco lições do capítulo 3 de Pregar Meu Evangelho. Eles devem dominar
também o capítulo 11, “Como Posso Ajudas as Pessoas a Assumirem e Cumprirem
Compromissos?” . A página 173 irá ajudá-los a ver que o
principal papel que os membros devem exercer é deixar os missionários ensinarem
e dar suporte ao ensino prestando seu testemunho.Dominar este material irá
permitir que eles possam apoiar os missionários de tempo integral, que devem
ser guiados pelo Espírito enquanto ensinam. O caso de estudo “Comprometendo-se
a Compromissos na Missão Maine Augusta”, disponível no missionaryleaders.org ou
por email para missionaryleaders@yahoo.com, contém treino adicional
valioso. Ele mostra que quando pesquisadores não mantêm seus compromissos de
ler o Livro de Mórmon, orar e ir à igreja, nós costumamos concluir que eles não
querem guardar os compromissos.
Geralmente eles não o fazem porque não sabe como
fazer essas coisas. Esse caso de estudo pode ajudá-lo a apoiar os
missionários de tempo integral em sua responsabilidade de guiar os
pesquisadores a fazerem e guardarem compromissos que os levaram a um testemunho
profundo do evangelho de Jesus Cristo.
Dirigi-los em Fortalecer Novos Membros
Recém-conversos
experimentam um choque após o batismo, passando de repente de visitas diárias
dos missionários para (na melhor das hipóteses) visitas mensais dos mestres
familiares. Para ajudá-los nessa transição, missionários de ala devem ser
designados como mestres familiares e professoras visitantes dos recém-conversos
para os primeiros quatros meses após o batismo. Eles devem visitar cada um dos
recém-conversos semanalmente, geralmente no período de tempo que reservaram
durante a semana para esse tipo de serviço. Imediatamente após o batismo eles
devem ajudar recém-conversos a começar a pesquisa da história de sua família
para que eles possam ir ao templo para serem batizados pelos ancestrais no
período entre 1 e 3 meses após seus batismos. Eles devem (ou sozinhos ou com os
missionários de tempo integral) ensinar as cinco lições novamente (PME cáp. 3).
Devem ensinar os novos membros a como magnificar seus chamados na Igreja. A
seção seguinte deste guia mostra em mais detalhes como você pode ajudar a
transformar recém-conversos em Santos dos Últimos Dias capazes e
compromissados.
Entreviste
cada um dos seus missionários de ala uma vez por mês, para que possam relatar a
você sobre administração deles sobre as responsabilidades específicas que eles
têm na missão da ala e em seu plano. O serviço como missionário de ala foi uma
experiência frustrante para muitos. Isso é habitual porque líderes de missão da
ala não dão a eles responsabilidades desafiadoras, significativas e específicas
para cumprir. Disserám a eles para compartilhar o evangelho e a ajudar os
missionários, mas essa foi toda a direção que lhes deram. Eles não sabiam o que
tinham que fazer, quando deviam fazer e se estavam tendo sucesso ou fracasso em
seus chamados. Como resultado, muitos bispos hesitam em chamar membros para
servirem como missionários de ala porque a maioria deles foi improdutiva no
chamado. Em muitas alas não há missionários de ala, além do próprio líder de
missão da ala.Se esse for o caso em sua ala, não peça imediatamente ao seu
bispo por missionários de ala. Primeiro, defina uma estrutura na qual esses
missionários irão trabalhar. Defina um conjunto de responsabilidades
significativas, específicas e tangíveis que serão dadas para cada pessoa. Então peça ao seu bispo para chamar
missionários de ala para preencherem essas responsabilidades. Se você ficar as
coisas recomendadas nessa seção para que os seus missionários de ala sejam
produtivos e cresçam em seus chamados, seu bispo estará ansioso para chamar
mais pessoas para servir com você na missão da ala.
Tornando-se um Grande Líder de Missão da Ala: Revisão
1
Nesse
ponto de seu aprendizado de como se tornar um grande líder de missão da ala,
nós convidamos você a parar.Nos próximos dias – ou numa noite ou num domingo –
dedique duas horas para completar a tarefa a seguir num local tranqüilo.Se você
está ocupado, mas irá fazer essa tarefa, isto irá te poupar incontáveis horas
em seu serviço como líder de missão de sua ala – e irá ajudá-lo a ser um líder muito mais efetivo.Por favor, não se
isente disto. Faça sete coisas:
- Ajoelhe e
ore em voz alta. Diga a seu Pai Celestial que você foi chamado para ser um
líder de missão de ala, não um administrador de missão,e peça a
Ele para te ajudar a entender e magnificar seu chamado. Informe-O que você
irá ler as páginas 1-15 novamente, assim como os Anexos, “Trabalho
Missionário na Ala” e “Sete Lições para Compartilhar o Evangelho”. Peça
por Sua ajuda para que enquanto você lê, o Espírito Santo ajude-o a
entender o que você precisa fazer para magnificar seus chamado e
satisfazê-Lo em seu serviço.
- Leia
novamente o material neste guia até este ponto.
- Escreva
respostas de dois parágrafos para cada uma destas três questões:
- Que
coisas específicas em preciso começar a fazer em minha vida para que eu
possa ser um líder exemplar e efetivo dos esforços missionários de minha
ala?
- Que
mudanças nós precisamos fazer em nosso plano de missão da ala, e de que
forma usaremos nosso plano,
para que todos os líderes e membros na ala possam engajar-se num esforço
unido para compartilhar o evangelho e crescer e fortalecer a ala através
do trabalho missionário e reativação?
- O que eu
tenho que fazer para ajudar os nosso missionários de ala a crescer e ter
sucesso enquanto eles servem comigo? Como podemos, como um grupo
comprometido de membros missionários, inspirar os membros de nossa ala a
compartilhar o evangelho entusiasmadamente?
- Ajoelhe-se
novamente em oração verbal. Explique ao nosso Pai Celestial o que você
escreveu. Diga-O que você irá agora revisar esses parágrafos, e pedir para
que o Espírito Santo possa inspirá-lo a entender ainda mais profundamente
o que você deve fazer, e como fazer, para que você possa se tornar um
grande líder de missão da ala.
- Revise o
que você escreveu e mude esses parágrafos conforme for guiado pelo Espírito.
- Ajoelhe-se
novamente e ore em voz alta uma terceira vez. Faça uma meta com Deus de
que você irá fazer as coisas que você escreveu. Peça-O para que te abençoe
e te magnifique, para que você possa realmente ser o líder de missão da
ala que Ele quer que você seja – para ser tornar uma ferramenta em Suas
mãos para ajudar muitas, muitas pessoas a virem ao Seu Reino durante o seu
tempo em que servir. Então ouça o que Ele te responde, através do Espírito
Santo.
- Na sua
próxima reunião de treinamento com seu sumo conselheiro missionário, e na
sua próxima reunião com seu bispo, dê a eles cópias do que você escreveu
para que eles possam te apoiar de maneira melhor.
Seção 2:
Fortalecendo
os Recém-Conversos
Transformando Conversos em Santos dos Últimos Dias
Engajados
Sua
primeira área de responsabilidade, como discutido acima, é inspirar os membros
de sua a se tornarem membros missionários entusiasmados. Sua segunda área de
responsabilidade é fortalecer os recém-conversos de sua ala para que se tornem
Santos dos Últimos Dias engajados e capazes (PME pág. 233) Na Nova Inglaterra a
proporção de pessoas batizadas que ainda estão ativas na Igreja cinco anos
depois tem sido historicamente de menos de 20%. Ajudar nossos conversos a se
tornarem fortes, fiéis e membros para a vida toda é urgente. Eles são os filhos
do nosso Pai Celestial. Esta seção deste guia resume um estudo, “Como Ajudar nossos
Novos Membros a Se Tornarem Santos dos Últimos Dias Fortes e Engajados,” que
presidentes das estacas da Nova Inglaterra prepararam para examinar porque
tantos novos membros saem da Igreja e como resolver esse problema. Alas que
fazem coisas simples recomendadas nesse estudo tem mostrado que a proporção de
seus recém-conversos que continuam ativos é significativamente maior do que o
que acontecia em nosso passado. Cópias desse estudo podem ser obtidas no
missionaryleaders.org ou por email para missionaryleaders@yahoo.com.
O Presidente
Hinckley nos relembrou que novos membros precisam de amigos, uma
responsabilidade e de serem nutridos pela boa palavra de Deus (PME págs.233
& 234; Morôni 6:4).De qualquer forma, prover essas coisas após o batismo
somente não costuma ser suficiente para transformar nossos novos membros em
SUDs fortes e ativos. Nós precisamos fazer um trabalho melhor antes do batismo
preparando-os para receberem essas coisas. Então nós precisamos
providenciá-las.
As
três seções abaixo explicam como devemos preparar melhor os pesquisadores para
que eles: 1) Tenham amigos que os apóiam em casa; 2) Estejam prontos para
aceitar responsabilidades após o batismo; e 3) Saibam como ser nutridos pelo
Espírito. A seção final fala sobre como fazer um trabalho melhor para
providenciar essas coisas após o batismo.
Melhor Preparação
I: Amigos em Casa
O lar
é onde as decisões-chave sobre manter-se digno e ativo são tomadas – como
continuar a obedecer a palavra de sabedoria e acordar para ir à igreja. Não é
surpreendente, então, que quando recém-conversos são batizados onde há outros
membros ativos (família, colegas de quarto e amigos) no lugar onde moram, a
probabilidade de que continuem ativos seja de 85%. Se novos membros são as únicas
pessoas no lugar onde moram que estão comprometidas a viver o evangelho, a
probabilidade de que permaneçam ativas é de apenas 8%.
Sempre
que os missionários listarem um pesquisador em seu relatório de progresso na
sua reunião de coordenação que está sendo ensinado sozinho (significando que
não há membros ativos da Igreja no local em que vivem e não há amigos ou
família que estejam sendo ensinados com aquele pesquisador) isso deve ser o
início de uma discussão sobre o que os membros da ala podem fazer para ajudar
os missionários a ensinar familiares e amigos desse pesquisador. O propósito
disso não é apenas ensinar e batizar mais pessoas. É um elemento crítico na
fórmula para manter o pesquisador forte e comprometido à Igreja após o batismo.
Melhor Preparação
II: Preparado para Aceitar Responsabilidades
Se
pesquisadores aceitam responsabilidades de fazer e manter compromissos pessoais
enquanto estudam com os missionários, eles estarão melhor preparados para
aceitar um chamado da Igreja. Cada vez que pesquisadores aceitam fazer um compromisso, eles estão exercendo fé.
Quando eles mantêm esse compromisso, eles estão se arrependendo. Enquanto eles
fazem e mantêm, eles repetem ciclos de fé e arrependimento. Batismo é uma
ordenança na qual eles fazem um compromisso maior de aceitar nosso Salvador; de
guardar Seus mandamentos; e de servir
outros (Mosias 18:8-11) na Igreja. No começo de cada lição, os missionários
devem usar um tempo significativo revisando a experiência do pesquisador em
guardar os compromissos feitos na última lição.Após ensinarem a lição, os
missionários devem deixar tempo suficiente para convidá-los a aceitar os próximos
compromissos e ensiná-los a como guardá-los (PME cáp.11). Seu presidente de
missão tem a responsabilidade principal de ensinar esses princípios aos
missionários. Você precisa apoiar esse ensinamento enquanto você e seus
missionários de ala trabalham com os missionários de tempo integral, porque
fazer e manter compromissos são a preparação crucial para que eles continuem
ativos na Igreja depois do batismo. Em particular, nós devemos fazer um
trabalho melhor ao ensinar os pesquisadores como
chegar à igreja e guardar o domingo por conta própria.Quando pesquisadores
respondem ao convite dos missionários de ir até a igreja dizendo “Eu não tenho
carro,” os missionários devem perguntar, “Quem você conhece que poderia te
levar até a igreja?” e explorar totalmente essas possibilidades. Se realmente
não há ninguém que possa, os missionários devem explorar outros meios como
transporte público, bicicletas ou ir andando. Apenas em último caso, depois de
todos os outros meios terem sido explorados, os missionários devem oferecer que
membros os levem até lá. Isso é por causa de que os pesquisadores precisam
aprender a tomar a responsabilidade de ir à igreja como um prelúdio a
magnificar outras responsabilidades como um membro.
Melhor Preparação
III: Ensinar Como Ser Nutrido
Os
missionários não devem apenas pedir para que seus pesquisadores leiam o Livro
de Mórmon e orem. Eles devem ensinar como
fazê-lo – porque não deve ser lido da forma que nos ensinam a ler histórias e
outros textos. Seguindo o padrão contido em Pregar Meu Evangelho (págs.
111-112), eles devem organizar suas lições envolta de perguntas que
pesquisadores querem respostas e dar a eles tarefas de leitura no Livro de
Mórmon que contenham essas respostas. Eles devem pedir aos pesquisadores para
escreverem as respostas para essas perguntas de forma que os façam ponderar e
orar profundamente sobre o que estão lendo. Semelhantemente, eles precisam
cuidadosamente ensinar os pesquisadores a como oferecer orações particulares,
pessoais e efetivas, porque nas religiões em que muitos pesquisadores foram
criados, eles aprendem a recitar orações decoradas ou raramente oram.
Há um processo de
transformação pelo qual conversos de passaram por diversas experiências podem
se tornar Santos dos Últimos Dias fortes e engajados. O processo começa antes
do batismo e continua após a ordenança. Com direções dadas pelos membros da
ala, uma porção muito maior de recém-conversos irá permanecer fiel.
Novamente,
seu presidente de missão tem a responsabilidade de ensinar esses princípios aos
missionários. Sua responsabilidade é de apoiar esse ensinamento. Esses são explicados
mais completamente no folheto, “Como Ajudar nossos Novos Membros a Se Tornarem
Santos dos Últimos Dias Fortes e Engajados,” e no caso de estudo
“Comprometendo-se a Compromissos”, os quais ambos podem ser obtidos no
missionaryleaders.org ou por email para missionaryleaders@yahoo.com.
Três Coisas Que Amigos, Responsabilidade e Nutrição
Provêm
As
seções acima falaram sobre preparar os pesquisadores com amigos em suas casas, com
uma habilidade e boa disposição para aceitar responsabilidades, e um
entendimento de como ser nutrido pelo Espírito quando eles oram e estudam a boa
palavra de Deus. Esta seção descreve como você pode prover amigos,
responsabilidade e nutrição após o batismo. A tabela abaixo lista três coisas
simples, porém poderosas, que você deve fazer – cada uma delas irá prover a
cada membro novo uma dessas três necessidades
W
|
Coisas que você deve fazer |
Amigos |
Responsabilidade |
Nutrição pela Boa Palavra de Deus |
|
1. Formule o chamado ideal para cada um dos membros
novos que tenha as cinco características listadas na próxima página com 1 ou
2 semanas de antecedência ao batismo. Recomende isso ao seu bispo e se ele
for inspirado a tal, ele irá dar esse chamado no momento do batismo. |
Num chamado
ideal, membros novos sempre servem com outra pessoa. Trabalhar em conjunto
cria amizades muito mais profundas do que qualquer outro meio. |
Receber o
chamado no momento do batismo ajuda cada novo membro a se sentir importante e
necessário na ala. |
Em um
chamado ideal, o membro novo irá aprender o evangelho enquanto serve. |
|
2. Leve cada um dos membros novos ao templo para
serem batizados pelos antepassados, se possível, após 1 ou 2 meses do
batismo. |
Ir ao templo
com os amigos da ala. Sentir o amor e a proteção dos antepassados pelos quais
o trabalho no templo o converso está fazendo. |
Batismos por
membros da família mortos é uma responsabilidade cuja importância cada membro
novo pode sentir. |
Ir ao templo
dá aos novos membros uma meta espiritual de curto prazo para se prepararem.
Eles irão sentir o Espírito no templo. |
|
3.
Pedir aos missionários de ala para separarem 1 ou 2 horários consistentes
durante a semana para irem servir. Designá-los como mestres
familiares/professoras visitantes dos membros novos durante os primeiros 3 ou
4 meses após o batismo. Eles devem visitá-los semanalmente durante o período
escolhido. |
Visitas semanais dos missionários
de ala irão criar amizade, e aliviar a transição das visitas diárias dos
missionários. |
Durante as visitas semanais, os
missionários de ala podem ajudar os conversos a preparar os nomes de
familiares para serem batizados no templo; e ensiná-los como magnificar o
chamado que o bispo lhes deu. |
Missionários de ala podem ensinar
as cinco lições para membros novos durante essas visitas semanais. |
.
Aqui
há maiores detalhes sobre porque e como você pode ajudar seu bispo em dar
chamados aos recém-conversos. O bispo é ocupado e não conhece o converso tão
bem quanto você. Você pode ajudar formulando cuidadosamente e propondo o
chamado. O chamado ideal para membros novos deve ter estas cinco
características:
•
Ajuda-os a
sentirem-se importantes e necessários para a ala;
•
Requer que
eles vão à igreja para que cumpram o chamado;
•
Simplifique as
responsabilidades: o que fazer e como fazer são coisas diretas; não ambíguas;
•
Provê amizade:
o membro novo serve com outra pessoa, não sozinho; e
•
Requer deles
que aprendam o evangelho mais profundamente enquanto eles servem.
Você
deve recomendar ao seu bispo uma responsabilidade para cada converso uma semana
antes do batismo. Se for inspirado para tal, o bispo deve então dar esse
chamado na hora do batismo. Isso é crucial, porque a maioria dos conversos que
ficam inativos começam a cair já nas primeiras semanas após o batismo.Seus
membros novos precisam sentir-se importantes e necessários na sua ala desde o
começo. Nem toda responsabilidade é boa para os recém-conversos. A tabela na
próxima página mostra como você pode moldar ou criar responsabilidades que
tenham cada uma das cinco características de um chamado ideal. Por exemplo,
chamar um membro novo para ser professor dos Princípios do Evangelho possui
três das características, mas é complicado e ele ou ela irá servir sozinho (a).
Um chamado como professor assistente, no entanto, adiciona as outras duas características.
Ele ou ela irá servir com outra pessoa.O professor principal pode dar tarefas
simples, como ensinar um princípio específico em cinco minutos e gradualmente
dar a ele ou ela mais tempo na lição. Essa é uma grande responsabilidade para
um membro novo. Num outro extremo, como mostrado no fim da tabela, chamar um
novo membro para servir como membro do Comitê de Atividades da ala é uma má
idéia. Porque muitos chamados ideais contêm servir como um professor
assistente, você deve aconselhar-se com os presidentes dessas organizações para
determinar qual de seus professores seria melhor em nutrir o recém-converso.
Isso irá certificar que cada um tenha uma experiência recompensadora enquanto
serve.
Possíveis Chamados para Membros Novos Nota: Os
chamados que não são ideais estão
escritos de maneira regular. Os que foram moldados para ter as
características de um chamado ideal para membros novos estão escritos em negrito. |
Sente-se Necessário e
Importante |
Requer Freqüência aos
Domingos |
Direto e Estruturado |
Serve com Outro |
Aprende o Evangelho Enquanto
Serve |
|
1. Professor
da Classe de Princípios do Evangelho |
X |
X |
|
|
X |
|
Assistente do Professor dos Princípios do Evangelho |
X |
X |
X |
X |
X |
|
|
|
|
|
|
|
|
2.
Professora da Primária da 3ª Hora |
X |
X |
|
|
X |
|
Assistente da Professora da Primária, 3ª Hora |
X |
X |
X |
X |
X |
|
|
|
|
|
|
|
|
3. Arrumar
as cadeiras nas salas de aula |
|
X |
X |
|
|
|
Arrumar as
cadeiras nas salas de aula com outra pessoa |
|
X |
X |
X |
|
|
Arrumar as cadeiras nas salas de aula com outra
pessoa e estocar cada estação de ensino com materiais do centro de mídia que
cada professor precisa |
X |
X |
X |
X |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
4. Regente
para Reunião Sacramental, Soc.Soc. ou Sacerdócio |
X |
X |
X |
|
|
|
Regente;
perguntar a um membro diferente a cada semana para achar seu hino favorito e
explicar o porquê logo antes de cantá-lo |
X |
X |
X |
X |
|
|
Regente; perguntar a um membro
diferente a cada semana para achar seu hino favorito e explicar o porquê logo
antes de cantá-lo; ler escrituras relevantes e incluí-las no programa escrito |
X |
X |
X |
X |
X |
|
|
|
|
|
|
|
|
5.
Missionário de Ala (como normalmente funciona) |
|
|
|
|
|
|
Missionário de Ala designado como companheiro de
outro missionário de ala, com a responsabilidade de servir num horário regular
cada semana ajudando a ensinar pesquisadores e dando lições para novos
membros em suas casas – ensinando as lições para membros novos, ajudando-os a
ir ao templo, sentando-se com eles na igreja, etc. |
X |
X |
X |
X |
X |
|
|
|
|
|
|
|
|
6.
Recepcionista na Reunião Sacramental |
|
X |
X |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
7. Membro do
Comitê de Atividades |
|
|
|
X |
|
Extensão
Nós
decidimos na Nova Inglaterra que permanecer dignos de irem ao templo é nossa
meta para todos os membros, novos e antigos. A cada quinze dias pedirão ao seu
bispo para se reportar ao sumo conselheiro missionário sobre as seguintes
estatísticas:
Sobre
as pessoas batizadas nos últimos 24 meses,
•
Quantas o
bispo sabe que são dignas de uma recomendação parcial ou plena do templo?
•
Quantas estão
freqüentando regularmente a igreja, mas não são dignas de ir ao templo?
•
Quantas
raramente ou nunca vão à igreja?
Seção 3:
Apoiar os
Missionários
Tornando-se um Grande Administrador de Missão da Ala
Apesar de termos
enfatizado na Seção 1 que você foi chamado para ser um líder de missão da ala, líderes de missão da ala também devem
assumir responsabilidades administrativas importantes.
Esta seção revisa
quarto dessas responsabilidades, que se seguem:
•
Organizar reuniões de
coordenação missionária motivadoras e produtivas;
•
Participar efetivamente no
Conselho da Ala e no Comitê Executivo do Sacerdócio;
• Ajudar o bispo e o líder do grupo de sumo sacerdotes
em sua responsabilidade de trazer os menos ativos de volta para a atividade
plena através do Programa das Cinco Famílias; e
•
Organizar serviços
batismais que aumentam a fé de todos os que comparecem.
Organizando Reuniões Semanais de Coordenação Missionária
Efetivas
Pregar
Meu Evangelho e a carta da Primeira Presidência, “Trabalho
Missionário na Ala” enfatizam a importância de uma reunião de coordenação
missionária semanal. Você, seus missionários de ala, todos os missionários de
tempo integral e os conselheiros nas presidências dos Sumo Sacerdotes,
Sociedade de Socorro e Quórum de Élderes comparecem a essa reunião.Sem exceção,
as alas cujos membros estão ativamente cumprindo seus papéis em seu plano de
missão da ala e em encontrar pessoas para os missionários ensinarem são alas
onde conselheiros dessas três organizações comparecem à reunião de coordenação.
Em alas onde esses conselheiros não vão, o trabalho missionário é tipicamente
visto como uma responsabilidade isolada dos missionários e do líder de missão
da ala. Embora pareça conveniente fazer essas reuniões antes ou depois das
reuniões de domingo, nós sugerimos que você encontre um momento melhor porque
quando as famílias estão esperando no carro, é difícil ter discussões
produtivas sobre os tópicos de importância listados abaixo.
Você
deve tentar fazer essa reunião antes do Comitê Executivo do Sacerdócio ou
conselho de ala terem sido feitos. Se essas reuniões são feitas no domingo,
faça sua reunião de coordenação no sábado. Isso irá ajudá-lo a coletar
informações e definir assuntos para tratar no Comitê Executivo do Sacerdócio e
no conselho de ala. Após você checar as designações feitas na última reunião,
sua agenda deve cobrir os seguintes temas:
1. Revisar o Progresso dos Pesquisadores:
•
Membros são
designados para estar com os missionários quando eles ensinam pesquisadores? Como
podem os membros serem de mais ajuda?
•
Pesquisadores
são ensinados sobre como manter os compromissos de santificar o Dia do Senhor,
de ler o Livro de Mórmon e de orar?
•
Se quaisquer
pesquisadores estejam sendo ensinados sozinhos, como os membros podem ajudar os
missionários a começar a ensinar amigos ou membros da família? Lembre-se, este
é um elemento muito importante de seu
plano para manter todo membro novo ativo.
•
Assegure-se de
que os pesquisadores que freqüentem a reunião sacramental sentem-se próximo à
frente e ao centro da capela. Isso minimiza a distração que eles teriam no
fundo da capela.
Cada Reunião
de Coordenação Deve Revisar:
Pesquisadores
Membros Novos
Plano da Ala
Experiências Missionárias Pessoais
2. Revisar o Progresso de Membros Novos; Relatório de
Missionários de Ala Visitantes :
• Progridem em direção ao templo para serem batizados
por membros da família dentro de 1 a 3 meses de batismo?
•
Magnificam o
chamado que lhes foi feito sob medida?
•
Estão lhe
sendo ensinadas as cinco lições para membros novos semanalmente?
• Possuem amigos em casa que ajudam seus
esforços para viverem o evangelho?
•
Ajudam a
ensinar o evangelho à amigos ou familiares que foram dados como referência aos
missionários?
3. Revisão Detalhada do Plano de Missão da Ala:
•
Ao lado de
você mesmo ser um membro missionário exemplar, a coisa mais importante que você
pode fazer pelo sucesso da missão de sua ala é que você e aqueles que
comparecem à reunião de coordenação missionária levem a sério as metas que
vocês fizeram para fortalecer e crescer sua ala. Se vocês estão realmente
sérios sobre crescer a freqüência da reunião sacramental e se você mostra
conforme a tabela na página 11 que vocês não estão atingindo sua meta, aqueles
na reunião irão explorar o que mais precisar ser feito para conseguir que os
menos ativos, e mais pesquisadores, comecem a ir à igreja mais fielmente. Se o
ritmo das referências de membros não está igual ao de suas metas, irá causar
uma discussão similar, explorando o que deve ser feito para inspirar mais
membros da ala a achar pessoas para que os missionários ensinem.
4. Testemunho de uma Experiência Inspiradora em
Compartilhar o Evangelho:
•
Como
voluntário ou através de uma designação, você ou outro membro presente à
reunião deve encerrar contando uma experiência inspiradora em compartilhar o
evangelho. É importante que isso seja feito, porque isso pode transformar uma
reunião de caráter administrativo em um onde o Espírito testifique no coração
de cada pessoa o propósito sagrado do trabalho missionário.
Contribuindo para Reuniões do Conselho da Ala e do
Comitê Executivo do Sacerdócio
Você é
um membro do comitê executivo do sacerdócio e do conselho de sua ala. O tempo
nessas reuniões deve ser gasto revisando pesquisadores que estão progredindo e
as famílias menos-ativas que os missionários têm ensinado. Os missionários
normalmente comparecem para relatar sobre pesquisadores que estão progredindo e
porque comparecer a essas reuniões é um treinamento valioso para quando eles se
tornarem líderes de ala após suas missões. O intento é de que os missionários
devam estar presentes; de qualquer forma, se for a vontade do bispo, os
missionários podem não comparecer quando assuntos que ele considera
confidenciais estão sendo discutidos (PME pág. 233).
Essas
reuniões são os principais fóruns durante os quais o bispo trabalha com os líderes
da ala em todas as suas dimensões. O tempo (15-30 minutos) que é separado para
assuntos do trabalho missionário é uma preciosa mordomia. Gerencie-o com
cuidado para que não se desperdice um minuto (TMA).
Usar o
tempo missionário nessa reunião para se ter o efeito máximo requer que se façam
recomendações e dar as informações que os líderes da ala precisam para ajudar
você e os missionários com seus pesquisadores.
A não
ser que você os guie, alguns missionários saberão pouco além do nome do
pesquisador quando eles apresentarem o relatório de progresso. Os missionários
devem providenciar ricas informações sobre os pesquisadores – sobre os outros
membros da família, hobbies, educação e onde ele ou ela trabalha. Esses pedaços
de informação são “ganchos” que os líderes da ala podem usar para ligar os
pesquisadores (e seus familiares e amigos) com membros que tenham interesses em
comum. Isso também pode ajudar líderes da ala a dar aos pesquisadores
oportunidades de começar a servir na ala antes do batismo.
Se
possível, peça aos missionários para tirarem fotos digitais de seus
pesquisadores. Se você puder projetá-las numa parede ou imprimi-las e
distribuí-las para esses membros do conselho da ala quanto você entregar cópias
do relatório de progresso. Isso ajuda grandemente os líderes da ala a associar
nomes à rostos e a visualizar que essas são pessoais reais que realmente
merecem sua atenção e nutrição espiritual.
Em um
conselho de ala por mês você deve usar 20 minutos para ajudar os líderes da ala
a dar retorno e relatar a eles mesmo enquanto eles implementam seus princípios
edificadores do plano de missão da ala para atingir as metas que traçaram.
Revisando
pesquisadores e membros menos-ativos com os líderes da ala os ajuda a: Dar
boas-vindas conscientemente aos pesquisadores na igreja
Ver como
eles podem ajudar os missionários a expandir sua rede de ensino; e Ajudar com a
transição dos membros novos
Muitos
líderes de ala traçam metas como um exercício
administrativo e nunca pensam nelas novamente. Não deixe isso acontecer.
Mostre-os sua tabela (como a do exemplo na página 11) , e inspire os membros do
conselho a levar a sério as metas que eles traçaram. Se eles estão
comprometidos a fazer esse progresso, eles irão discutir ativamente o que mais
eles podem fazer para manter o ritmo.Se seu conselho de ala tornar-se enérgico
sobre seus esforços de reativação e missionários, isso irá transformar o
espírito de sua ala. Seu plano de missão da ala tem um grande potencial se você
o levar a sério.
Presidente
Hinckley prometeu,
“Se você
inspirar os membros de suas alas a convidar pessoas em suas casas para que os
missionários as ensinem, o Espírito do Senhor virá para dentro de seus
corações; e muitos outros problemas em nossos lares e nossas alas se resolverão.”
Reunião
de Treinamento dos Setenta em Salt Lake City, 4 de abril de 2002.
Implementando o Programa das Cinco Famílias
Em
Agosto de 2006, o Élder Earl C. Tingey, presidente sênior dos Quóruns dos
Setenta, pediu a cada uma das estacas das áreas Leste e Nordeste da América do
Norte que instituíssem uma prática onde bispos e líderes do grupo de sumo
sacerdotes (que são responsáveis pelos élderes em perspectiva) designassem os
missionários de tempo integral para visitar regularmente cinco famílias
menos-ativas – famílias que, em seu juízo, tenham grande potencial de serem
ativas e dar referências aos missionários. Quóruns do Sacerdócio podem
considerar essas visitas como visitas de mestres familiares. Os missionários
devem tornar-se amigos dessas famílias. Assim que parece apropriado, os
missionários devem pedir permissão para começar a ensinar as lições
missionárias para eles novamente. Os missionários devem tratar essas famílias
como qualquer pesquisador, inclusive relatando seus progressos durante o Comitê
Executivo do Sacerdócio ou conselho da ala. Eles devem usar os mesmos
formulários do relatório de progresso. Se uma família não progride, o bispo e
os missionários podem concordar em tirá-la da lista das cinco, fazendo um
relato cuidadoso no livro de área sobre o que foi feito. Da mesma maneira, se
uma família torna-se completamente ativa, os missionários de ala devem começar
a visitá-la semanalmente como seus mestres familiares, tratando-a do mesmo
jeito como se fossem recém-conversos. Quando uma família sai da lista, ou
porque não progrediu ou ficou ativa novamente, o bispo deve designar outra
família menos-ativa para os missionários, para que eles sempre estejam com a
tarefa de visitar cinco famílias. Nós descobrimos que fazer esse trabalho
beneficia significativamente o esforço missionário – não apenas através de
reativação, mas através de referências dadas por essas famílias.
Organizando Serviços Batismais Inspiradores e Efetivos
Há
três razões pelas quais devemos fazer um serviço batismal ao invés de ter a
ordenança feita privativamente: 1) Prover uma experiência espiritual profunda
que irá confirmar no coração dos recém-conversos que eles tomaram a decisão
correta (PME pág. 226); 2) Ajudar seus amigos e família que estão presentes a
sentirem o Espírito e terem o desejo de conhecer mais (PME pág. 227); e 3)
Colocar no coração dos membros da ala a determinação de continuar a nutrir
esses conversos e a entusiasticamente encontrar mais pessoas para os
missionários ensinarem. O formato que propomos abaixo segue as diretrizes
contidas no Pregar Meu Evangelho. Ele
também sintetiza ideias de muitas alas da Nova Inglaterra para atender esses
três propósitos. Você deve seguir a inspiração do Espírito enquanto planeja
serviços batismais, mas esperamos que essas diretrizes sejam úteis. Usaremos os
pronomes “ela” e “ele” no texto na seqüência para referir-se tanto para
conversos masculinos quanto femininos.
Checklist
do Serviço Batismal
1.
Prepare o
serviço com antecedência para que você tenha um programa impresso. Algumas alas
presenteiam o membro novo com uma cópia emoldurada do programa para recordação.
2.
Assegure-se de
que o serviço seja suficientemente anunciado para os membros, e especialmente
para amigos e familiares do converso. É muito
importante que eles venham.
3.
Arranje roupas
batismais limpas e do tamanho correto.
4.
A pia demora
normalmente duas horas para encher – então comece isso com tempo de sobra.
Assegure-se de que o converso chegue cedo, para poder vestir-se com a roupa
batismal e iniciar o serviço a tempo.
5.
Quem está
batizando deve ensaiar com o converso numa sala de aula como um deve segurar no
pulso do outro e segurar o nariz. Deve-se dizer para o converso sentar-se sobre
seus tornozelos (ficar de cócoras), ao invés de cair direto de costas.
6.
Diga para os
conversos trazer roupas de baixo extras e uma toalha. É uma boa idéia sugerir
às mulheres que elas vistam mais de uma roupa de baixo, como uma camiseta
branca, enquanto são batizadas, para que quando emergirem da água com a roupa
molhada não haja problemas de falta de modéstia.
O serviço
precisa ser planejado e anunciado com bastante antecedência para que muitos
amigos, familiares e membros da ala possam comparecer. Você ou um membro do
bispado deve dirigir o serviço. Após um hino e uma oração, um orador pode
descrever a restauração do evangelho e o significado do batismo na Igreja de
Jesus Cristo. Tais palavras são voltadas ao converso. Elas devem ser voltadas
para os amigos e membros da família do converso, para que eles entendam que ele
está fazendo convênios importantes, e estejam preparados e comprometidos a
apoiá-lo. O discurso deve terminar com um testemunho sincero que convide o
Espírito. Isso pode ser seguido de um número musical, onde for possível. O
batismo pode então ser feito, testemunhado por dois membros que tenham ao
mínimo o ofício de sacerdote.
Para durante o
tempo que vocês esperam pelo novo membro a se vestir, você precisará planejar
algo que traga o Espírito com mais força ainda para o serviço. Em algumas alas um
missionário ensina uma versão curta de uma das lições missionárias.Em outras
alas os membros que ajudaram os missionários a ensinarem o novo converso falam
ao grupo. Eles podem ajudar os outros membros a conhecê-lo melhor e testificar
do espírito que eles sentiram quando participaram em sua descoberta pela
verdade.
Depois que o recém-converso juntar-se
novamente à reunião, ele pode ser convidado e prestar o testemunho do que ele
aprendeu e sentiu enquanto pesquisava o evangelho e suas aspirações espirituais
como um membro da Igreja de Jesus Cristo nos meses e anos seguintes. Muitos
conversos não conseguem fazer isso espontaneamente, então aqueles que o vinham
ensinando precisam prepará-lo para essa tarefa. Se o converso não se sente
confortável em prestar seu testemunho, você pode pedir a um membro para falar
sobre o dom do Espírito Santo. Um bom serviço não deve passar dos 45 minutos de
duração, então se certifique de que os oradores falem rapidamente, focando no
testemunho. Você pode então terminar com um hino e uma oração. Um lanche pode
ser servido.
Problemas
logísticos podem afastar o Espírito dos serviços batismais. O missionário de
ala que você designar como responsável por eles deve usar a checklist da página
anterior para ter certeza de que todos os detalhes sejam resolvidos antes de
cada serviço batismal.
Tornando-se um Grande Líder de Missão da Ala: Revisão
2 e 3
Agora
que você já leu todo o guia, Liderando
uma Grande Missão de Ala , convidamos você a parar novamente para refletir
sobre o que aprendeu e o que irá fazer com o que aprendeu. Assim como você fez
na sua tarefa na página 14, pedimos que dedique duas horas durante os próximos
dias para completar a tarefa seguinte. Fazê-la irá poupar incontáveis horas de
seu serviço como líder missão da sua ala. Isso irá ajudá-lo a ser um líder
muito mais efetivo.
- Ajoelhe-se ore em voz alta. Peça ao Pai
Celestial ajuda para entender o material nas seções deste guia para que
você possa magnificar seu chamado. Informe-O de que irá ler as páginas
16-25 novamente, assim como o folheto, “Como Ajudar nossos Novos Membros
a Se Tornarem Santos dos Últimos Dias Fortes e Engajados.” Peça por Sua
ajuda para que enquanto lê, o Espírito Santo ajude-o a entender o que você
tem que fazer para magnificar seu chamado e agradá-Lo com seu serviço.
- Leia novamente o material neste guia até
este ponto, assim como o folheto, se possível, que você pode fazer o
download no missionaryleaders.org ou por email para missionaryleaders@yahoo.com
.
- Escreva respostas de dois parágrafos para
cada uma destas três questões:
- O que precisamos fazer em nossa ala para
transformar mais de nossos membros em Santos dos Últimos Dias fiéis,
engajados e capazes?
- Das coisas que identifiquei em (a) que
precisam ser feitas, quais posso eu mesmo fazer e que tarefas precisam
ser feitas pelos outros membros da ala? Como irei ajudá-los a entender o
que eles precisam fazer e porque precisam fazer?
- Quais são as coisas que preciso fazer toda
semana e todo mês, para poder magnificar a parte administrativa de meu
chamado? Que mudanças eu preciso fazer em minha vida para me assegurar de
que faço essas coisas de uma maneiras que agrada a Deus?
- Ajoelhe-se novamente em oração verbal. Explique
a Deus o que você escreveu. Diga a Ele que você irá rever o que escreveu.
Peça-O que inspire você para entender o que fazer e como fazer, para que
você possa se tornar um grande líder de missão da ala.
- Reveja o que escreveu e revise esses
parágrafos conforme o Espírito guiar você.
- Ajoelhe-se mais uma vez em oração. Faça um
compromisso com Deus de que irá fazer as coisas que você escreveu. Peça-O
que te abençoe e magnifique, para que você verdadeiramente se torne uma
ferramenta em Suas mãos para ajudar muitas, muitas pessoas a virem ao Seu
Reino durante o tempo de seu serviço e que permaneçam fortes e fiéis
durante toda sua vida. Então ouça enquanto Ele te responde através do
Espírito Santo.
- Na sua próxima reunião de treinamento com
seu sumo conselheiro missionário, e na sua próxima reunião com seu bispo,
dê a eles cópias do que você escreveu para eles possam apoiá-lo melhor.
Anexo A:
Trabalho
Missionário na Ala
Uma Carta da
Primeira Presidência
Fevereiro de
2005
INTRODUÇÃO
Em uma carta
datada de 28 de fevereiro de 2002, a Primeira Presidência anunciou que bispos e
alas estavam recebendo maiores responsabilidades para o trabalho missionário.
Outras cartas datadas de 28 de março de 2002 e 11 de dezembro de 2002 trouxeram
maiores informações.
O manual
missionário Pregar Meu Evangelho
(36617) também possui instruções atualizadas sobre como missionários de tempo
integral e líderes de ala e estaca coordenam seu trabalho. Como resultado
dessas mudanças, partes de “Trabalho do Membro Missionário e de Estaca”, seção
do Manual de Instruções da Igreja,
Livro 2, estão desatualizadas e estão sendo substituídas pelas instruções a
seguir.
Estas
instruções incluem diversas referências ao formulário de Relatório de Progresso
(36985). Esse formulário é usado para revisar o progresso de pesquisadores,
membros novos e membros menos-ativos. Para mais informações sobre o formulário
de Relatório de Progresso, veja Pregar
Meu Evangelho, página 151.
PLANO DE
MISSÃO DA ALA
O comitê
executivo do sacerdócio, auxiliado pelo conselho da ala, desenvolve um plano de
missão da ala. O propósito desse plano é encorajar e organizar atividades
missionárias para fortalecer os membros em seus esforços missionários. O plano
deve incluir metas, iniciativas e atividades para:
1. Convidar
pessoas para serem ensinadas.
2. Ensinar,
batizar e confirmar pesquisadores.
3. Fortalecer
e fazer amizades com membros novos.
4. Apoiar os
líderes do sacerdócio na ativação de membros menos-ativos.
Convidar
Pessoas para Serem Ensinadas
O Senhor
ordenou cada membro a compartilhar o evangelho (veja D&C 88:81). O plano de
missão da ala deve incluir sugestões sobre como encorajar membros a
envolverem-se pessoalmente em preparar pessoas para serem ensinadas pelos
missionários de tempo integral. Todos os meios apropriados devem ser usados
para convidar pessoas que estão dispostas a ouvir a mensagem da Restauração.
Ênfase deve ser dada em convidar famílias cujos membros virão juntamente para a
Igreja. Sugestões para preparar pessoas são encontradas em Pregar Meu Evangelho
(167-192,238-239) e a seção “Trabalho do Membro Missionário e de Estaca” do Manual de Instruções da Igreja, Livro 2.
34
Ensinar,
Batizar e Confirmar Pesquisadores
O presidente
de missão possui as chaves para os batismos de conversos.Sob sua direção, missionários
de tempo integral têm a responsabilidade primária de ensinar pesquisadores. O
bispo revê o progresso de pesquisadores que são ensinados, batizados e
confirmados. Pesquisadores costumam ser batizados, confirmados e continuam
ativos quando eles possuem amizades com os membros da Igreja. Sempre que
possível, os membros deve estar com os missionários de tempo integral quando
eles ensinam os pesquisadores (ver PME, 193). Os membros podem ajudar muito ao
compartilharem suas experiências e sentimentos e prestando testemunho. O ensino
e o desenvolvimento de amizades são mais efetivos quando os pesquisadores são
ensinados na casa de membros. Para sugestões adicionais sobre ensino, veja Pregar Meu Evangelho (29-90, 189-210).
Fortalecer
e Fazer Amizades com Membros Novos
O Presidente
Gordon B. Hinckley ensinou que todo membro novo precisa de um amigo na Igreja,
uma designação ou responsabilidade e ser nutrido pela boa palavra (ver A
Liahona, julho de 1999, p. 122). O plano de missão da ala deve dizer
como os quóruns do sacerdócio, organizações auxiliares e membros podem
fortalecer e fazer amizade com os membros novos após as lições missionárias
terem sido ensinadas. A simpatia deve ser estendida por todos na ala. O bispo e
seus conselheiros devem considerar em espírito de oração maneiras de ajudar
cada membro novo a se sentir bem-vindo.
Parte do plano
de fortalecer membros novos do sexo masculino que tenham 12 anos de idade ou
mais deve incluir o recebimento do sacerdócio. O bispo assegura-se de o
Sacerdócio Aarônico seja conferido a esses irmãos pouco após serem confirmados.
Para sugestões adicionais, ver Pregar Meu Evangelho (231-242) e a seção “Ensino
do Evangelho e Liderança” do Manual de
Instruções da Igreja, Livro 2.
Ajudar a
Ativar Membros
O plano de
missão da ala deve focar também em como ajudar todos os membros a gozar de
todas as bênçãos da Igreja.Da mesma forma, o plano deve incluir sugestões sobre
como ensinar o evangelho para os membros menos-ativos, convidá-los a assistir
as reuniões e atividades da Igreja, e ajudá-los a participar em ordenanças do
evangelho e guardar os convênios associados. O plano deve também incluir
sugestões para atividades sociais e de serviço que possam trazer membros
menos-ativos para mais perto da Igreja. Conforme necessário, o bispo pode requisitar
que missionários de tempo integral ajudem nas visitas de mestres familiares e
que as sísteres de tempo integral ajudem as professoras visitantes nas visitas às
famílias onde nem todos são da Igreja e aos membros menos-ativos, ou de outra
maneira visitem esses membros. Essas visitas são mais efetivas quando os
missionários de tempo integral estão acompanhados por um membro da ala.
Normalmente, os missionários de tempo integral não devem ser separados de seu
companheiro. Porém, eles podem ser separados para irem com membros da ala
diferentes quando for necessário cobrir um grande número de compromissos. Para
sugestões adicionais, ver a seção “Ensino do Evangelho e Liderança” do Manual de Instruções da Igreja, Livro 2.
LIDERANÇA
DE ALA E DE ESTACA
Líderes do
sacerdócio da ala têm a responsabilidade primária para o trabalho missionário.
Líderes de estaca provêm suporte, instrução e responsabilidade.
Presidência
da Estaca
Os membros da
presidência da estaca devem fazer com que os líderes do sacerdócio e outros
sejam instruídos em suas responsabilidades missionárias. Eles também se
certificam que doutrinas e princípios do trabalho missionário sejam ensinados
na estaca. Os membros da presidência da estaca monitoram o progresso de membros
novos e revisam seu estado em reuniões regulares com os líderes do sacerdócio.
Em entrevistas mensais com bispos, o presidente da estaca revê o formulário de
Relatório de Progresso e discute metas e planos para pesquisadores, membros
novos e membros menos-ativos. Ele se assegura de que cada unidade possui um
plano de missão de ala efetivo. O presidente da estaca encontra-se regularmente
com o presidente da missão para coordenar o uso dos missionários de tempo
integral na estaca, incluindo a assistência que eles dão em esforços de
ativação. Quando há grandes números de estacas em uma missão, isso pode ser
feito em reuniões de conselho de coordenação. Quando se reúne com o presidente
da missão, o presidente da estaca recomenda o número e a localização de
missionários de tempo integral para trabalharem na estaca. Ele pode pedir
assistência em treinamento de líderes e membros. Se necessário, um dos
conselheiros do presidente da estaca pode representá-lo nessas reuniões.
Sumo
Conselheiro
A presidência
da estaca designa um sumo conselheiro para ajudar a supervisionar o trabalho
missionário. Esse sumo conselheiro reporta sobre o trabalho missionário nas
reuniões do comitê executivo do sacerdócio da estaca e do conselho da estaca.
Ele também ajuda a presidência da estaca a planejar e a conduzir treinamento
para líderes de missão de ala, e ele mesmo pode conduzir esse treinamento sob a
direção do presidente da estaca. Por requisição de um bispo, o sumo conselheiro
pode ajudar a instruir líderes do sacerdócio da ala e de auxiliares e
missionários de ala.
Bispado
O bispo dirige
o trabalho de compartilhar o evangelho, de retenção e de ativação na ala. Ele
reporta ao presidente da estaca sobre todos esses esforços. O bispo chama e
designa um portador do Sacerdócio de Melquisedeque digno e com orientação
missionária para ser o líder de missão da ala. O bispo ou seus conselheiros
chamam e designam outros membros para servirem como missionários de ala. O
líder de missão da ala e os missionários de ala devem ser apoiados na reunião
sacramental. Membros do bispado também possuem as seguintes responsabilidades: Eles
usam o comitê executivo do sacerdócio e o conselho da ala para desenvolver e
implementar o plano de missão da ala e para coordenar esforços missionários, de
retenção e de ativação (ver “Plano de Missão da Ala” páginas 1 e 2). Eles
revisam regularmente o formulário de Relatório de Progresso em reuniões do
comitê executivo do sacerdócio e do conselho da ala. Conforme necessário, eles
fazem designações específicas para ajudar pesquisadores, membros novos e
membros menos-ativos. Eles irão conhecer cada pesquisador pessoalmente e
supervisionarão esforços para ensinar e fazer amizades com eles. Eles
supervisionam esforços para ministrar aos membros novos e apoiar sua atividade.
Eles supervisionam a assistência dos missionários de tempo integral nos
esforços de ativação. Um membro do bispado costuma presidir os serviços
batismais de conversos na ala. Geralmente ele ou o líder de missão da ala
conduz os serviços.
Líderes
do Sacerdócio da Ala e das Auxiliares
Líderes do
sacerdócio da ala e das auxiliares devem saber o estado de cada membro novo e
menos-ativo para que eles sejam ministrados pessoalmente (ver Manual de
Instruções da Igreja, Livro 2, 309). Esses líderes devem assegurar que mestres
familiares e professoras visitantes sejam designados para fortalecer e dar
apoio aos membros novos e menos-ativos, estabelecendo amizades genuínas, e
ajudando-os a se sentirem bem-vindos na ala. Nas reuniões do comitê executivo
do sacerdócio e do conselho da ala, os líderes devem vir preparados para
discutir os esforços missionários, de retenção e de ativação.
Líder de
Missão da Ala
O líder de
missão da ala ajuda o comitê executivo do sacerdócio a desenvolver e a
implementar o plano de missão da ala. Ele possui também as seguintes
responsabilidades: Ele prepara itens da agenda sobre trabalho missionário de
retenção para reuniões do comitê executivo do sacerdócio e do conselho da ala.
Ele reporta sobre o progresso de pesquisadores e membros novos específicos
nessas reuniões. Ele também revisa o formulário do Relatório de Progresso. Ele
conduz a reunião semanal de coordenação missionária (ver página 4). Ele
assegura que após o batismo, as quatro primeiras lições missionárias sejam
ensinadas novamente e que a lição 5 seja ensinada (ver Pregar Meu Evangelho,
29-90). Ele também provê os líderes do sacerdócio e das auxiliares com
relatórios regulares sobre membros novos que precisam de uma responsabilidade
na Igreja. Ele dirige o trabalho dos missionários de ala e os instrui. Sob
direção do bispo, ele arranja membros para ajudarem os missionários de tempo
integral a ensinar pesquisadores (ver “Ensinar, Batizar e Confirmar
Pesquisadores”, página 1). Ele organiza serviços batismais dos conversos em
cooperação com os missionários de tempo integral, e ele pode conduzir esses
serviços se for designado pelo bispado.
Missionários
de Ala
Missionários
de ala são chamados e desobrigados pelo bispado. Eles servem sob direção do
líder de missão da ala. O número de missionários deve ser suficiente para
apoiar os esforços missionários, de retenção e de ativação, incluindo o ensino
com os missionários de tempo integral. Missionários de ala podem ser portadores
do sacerdócio, irmãs ou casais. Eles devem atender aos padrões de dignidade
necessários para uma recomendação para o templo. Não existe um tempo de serviço
ou número de horas específico por semana para o trabalho dos missionários de
ala. Eles normalmente não têm outras responsabilidades na Igreja, exceto as
designações de mestre familiar e professora visitante, de preferência para
famílias menos-ativas ou onde nem todos são membros da Igreja. Eles não usam
plaquetas com seus nomes. Missionários de ala não precisam ter um companheiro
designado, mas não devem ir sozinhos quando visitarem lares. Um homem e uma
mulher não devem fazer visitas juntos, a menos que sejam marido e mulher.
Missionários de ala possuem as seguintes responsabilidades: Eles ajudam os
missionários de tempo integral a achar, ensinar e fazer amizade com
pesquisadores. Eles ajudam a ensinar novamente as quatro primeiras lições e a
ensinar a quinta lição para os membros novos, em cooperação com os missionários
de tempo integral e mestres familiares (ver Pregar Meu Evangelho, 29-90). Eles
também fazem amizades com membros menos-ativos e podem ensiná-los conforme
forem designados. Eles comparecem às reuniões semanais de coordenação missionária
com os missionários de tempo integral (ver a próxima coluna).
Comitê
Executivo do Sacerdócio e Conselho da Ala
Reuniões do
comitê executivo do sacerdócio são usadas para tomar decisões, dar designações
e assegurar responsabilidades. Membros do comitê desenvolvem um plano de missão
da ala que está focado nas necessidades de pesquisadores, membros novos e
membros menos-ativos específicos. Eles coordenam os esforços dos quóruns do
sacerdócio, auxiliares e missionários para realizar o plano. Eles também dão
direções para a reunião semanal de coordenação missionária. O conselho da ala
ajuda o comitê executivo do sacerdócio a preparar e a implementar um plano de
missão da ala. Trabalho missionário, de retenção e de ativação está na agenda
de cada reunião do conselho da ala. Conforme necessário, o bispo pode convidar
os missionários de tempo integral a comparecerem à parte das reuniões do comitê
executivo do sacerdócio ou do conselho da ala quando o trabalho missionário é
discutido.
Reunião
de Coordenação Missionária
O líder de
missão da ala planeja e conduz uma reunião semanal de coordenação missionária.
O propósito dessa reunião é coordenar os esforços missionários, de retenção e
de ativação dos missionários de tempo integral e dos membros da ala. Nessa
reunião comparecem os missionários de tempo integral (onde estão disponíveis),
os missionários de ala, um assistente do líder do grupo de sumo sacerdotes e um
conselheiro das presidências do quórum de élderes e da Sociedade de Socorro.
Nessa reunião o líder de missão da ala revisa em detalhes o progresso de cada
pessoa listada no formulário de Relatório de Progresso. Ele coordena
compromissos de visitas e de ensino com os pesquisadores, com membros novos e
com os membros menos-ativos. Apoio para os missionários de tempo integral,
incluindo transporte e alimentação, é coordenado nessa reunião. Essa reunião é
usada também para planejar serviços batismais após consultar o bispado.
Anexo B:
Sete Lições para
Compartilhar o Evangelho
Artigo
contido em A Liahona de fevereiro de 2005, páginas 16-21
ÉLDER CLAYTON M. CHRISTENSEN
Setenta-Autoridade de Área
Área América do Norte Nordeste
E CHRISTINE QUINN CHRISTENSEN
Antes de Sua ascensão ao céu, o Salvador deixou o seguinte mandamento a Seu
pequeno grupo de discípulos: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações”.
(Mateus 28:19) Embora pareça uma ordem e tanto, o Presidente Boyd K. Packer, Presidente
Interino do Quórum dos Doze Apóstolos, exortou-nos a agir com fé: “Alguns que
julgam depressa demais esse desafio dizem: ‘Mas isso é impossível! Não há
como!’ A essas pessoas, respondemos simplesmente: ‘Talvez, mas vamos fazê-lo
assim mesmo’”.1 A capacidade de compartilhar o evangelho não é um “dom” que foi
concedido apenas a alguns poucos santos dos últimos dias e negado aos demais.
Concluímos, a partir de nossas experiências e ao observar as pessoas, que
encontrar pesquisadores para os missionários ensinar pode ser fácil e natural para
todos nós — basta que o façamos à
maneira do Senhor. Apresentamos a seguir sete das lições que aprendemos sobre a
maneira Dele.
“Mórmons Ideais” e “Fortes Amizades”
As primeiras duas lições — aprendidas logo no início de nossas
tentativas de ser bons
membros missionários — facilitaram muito nosso trabalho de proclamar o
evangelho:
Simplesmente não podemos
prever quem se interessará ou não pelo evangelho, e fazer
amizade não é um
pré-requisito para convidaras pessoas para aprenderem a respeito
do evangelho.
Aprendemos esses princípios quando éramos recém-casados e os missionários de
nossa ala pediram que fizéssemos uma lista de pessoas com as quais poderíamos
partilhar o evangelho. Deveríamos começar pelas pessoas do topo da lista,
preparando-as por meio de um processo de doze passos. Primeiramente, deveríamos
convidá-las a nossa casa para jantar e, em seguida, iríamos a um evento
cultural juntos. O sexto, sétimo e oitavo passos eram convidá-las à Igreja,
dar-lhes um Livro de Mórmon e pedir que ouvissem as palestras missionárias.
O programa culminava com o décimo segundo passo: o batismo. Muito
obedientes, fizemos a lista, colocando no topo as famílias que achávamos que se
interessariam mais pelo evangelho. Elas pareciam “mórmons ideais”: seus
valores, como a conduta irrepreensível e o comprometimento para com a família,
eram semelhantes aos nossos. Em seguida, começamos a estreitar nossos laços de
amizade com elas, acrescentando eventos sociais a nossa vida já bastante
atarefada. Uma por uma, as pessoas que achávamos que se
interessariam pelo evangelho recusaram nossos convites quando chegamos
aos passos seis a oito. Elas não se ofenderam, mas a seu modo disserám estar
satisfeitas em sua
religião. Depois de um trabalho intenso de vários meses, não encontramos
ninguém interessado em aprender mais a respeito do evangelho.
Então, novos missionários foram transferidos para nossa ala. Sem
conhecer nossos esforços anteriores, vieram a nossa casa, abriram a mesma pasta
em nossa mesa e pediram que criássemos uma lista de pessoas com as quais iríamos
fazer amizade a fim de as prepararmos para ouvirem o evangelho. Protestamos:
“Já tentamos antes. Passamos muito tempo, e não funcionou”. Explicamos que
sentíamos ter-nos empenhado honestamente com todas as pessoas que
considerávamos candidatas a ouvir as palestras.
Desesperados por referências, os missionários suplicaram: “Vocês não
conhecem ninguém que
poderíamos visitar?” Demos-lhes o nome de quatro casais que tínhamos excluído
de nossa lista inicial. Entre eles, estavam os Taylors (o nome foi alterado).
Avisamos que, embora eles pudessem bater à porta dessa família, seria uma perda
de tempo. O Ken tinha sentimentos negativos em relação à religião organizada em
geral e, além do mais, era um jogador aguerrido de rúgbi e adorava tomar
cerveja. Algum tempo depois, os élderes voltaram, exultantes. Os Taylors
convidaram-nos para entrar, ouviram a primeira palestra e aceitaram receber a
segunda. Tornamo-nos bons amigos dos Taylors ao estudarmos juntos as palestras
missionárias. Jamais poderíamos imaginar que teriam o menor interesse pelo
evangelho.
Aprendemos com essa experiência que é simplesmente impossível saber de
antemão quem se interessará ou não pela Igreja. Achávamos que podíamos julgar e
assim excluíramos de nossa lista muitos cujo estilo de vida, hábitos ou aparência
os tornavam candidatos pouco prováveis. Ao pensarmos nos que vieram a filiar-se
à Igreja, porém, fica claro que, por ocasião de seus primeiros contatos com a Igreja,
poucos deles figurariam em nossa lista de “membros prováveis”. Muitas pessoas
que aceitam o evangelho estão perturbadas
ou carentes. (Ver Alma 32:2–3.) A prática do evangelho transforma-as. A
única maneira pela qual todas as
pessoas têm a oportunidade de aceitar ou rejeitar o evangelho de Jesus Cristo é
serem convidadas por nós, sem julgamentos, a seguirem o Salvador.
Essa experiência também ensinou-nos que, na maioria das vezes, não
precisamos transformar nossos relacionamentos em forte amizade como
pré-requisito para convidar as pessoas para aprenderem sobre o evangelho. Para
a maioria de nossos vizinhos, colegas de classe ou de trabalho, vendedores e
companheiros de viagem, isso não foi necessário.
Os missionários de tempo integral, por exemplo, não esperam para
tornar-se grandes amigos de seus contatos, mas falam com todos. Um
relacionamento de confiança edifica-
se quando eles têm a oportunidade de ensinar. Nos últimos vinte anos,
não observei nenhuma correlação entre o grau de proximidade dos amigos e a
probabilidade de interessarem- se em aprender o evangelho. Contudo, o contrário
é quase sempre verdade: todas as pessoas que aceitam um convite acabam por
tornar-se amigos mais próximos,
quer aceitem ou não no final o desafio do batismo. Também aprendemos
que, mesmo quando as pessoas recusam nossos convites, não se ofendem caso
sintam nosso amor e o
amor de Deus quando as convidamos para aprender sobre o evangelho de
Cristo. Em geral, mostram-se gratas pelo fato de termos nos importado com elas
a ponto de desejarmos
partilhar algo tão pessoal e importante.
Confiar nos Missionários
Aprendemos uma terceira lição quando os missionários estavam em nossa
casa ensinando o Jack, um colega do Clayton. Um Élder tinha acabado de chegar à
missão e seu companheiro sênior da Argentina ainda falava inglês com dificuldade.
Assim, quando surgiam perguntas, o Jack instintivamente perguntava ao Clayton,
que respondia — confiante de poder expressar-se de modo mais claro e convincente
do que os missionários. Entramos num ritmo no qual os élderes ensinavam um
conceito, o Jack fazia uma pergunta, o Clayton respondia e depois os
missionários ensinavam o princípio seguinte. Então, o Jack
fez uma pergunta difícil para a qual o Clayton não tinha uma resposta
imediata. Durante a pausa do Clayton, o Élder argentino deu uma resposta
profunda, guiada pelo Espírito. Quando o Jack fez outra pergunta, o Clayton
esperou para ver se o Élder agiria da mesma forma — e ele o fez. Aprendemos uma
lição importante sobre partilhar o evangelho. Mesmo que sejam inexperientes, podemos confiar que os missionários ensinarão bem o
evangelho, pois a quem o Senhor chama, Ele qualifica.
As Pessoas Precisam Sentir-se Necessárias
A quarta lição surgiu quando tiramos uma geladeira velha e pesada do
sótão de uma irmã idosa que o Clayton visitava como mestre familiar. Tentáramos
achar outro membro da ala para ajudar, mas não conseguimos. Desesperados,
chamamos o Jim, um vizinho não-membro, que se prontificou com alegria a
ajudar-nos. Era um dia de verão quente e terrivelmente úmido, e logo nossas
roupas estavam encharcadas de suor. Quando terminamos o primeiro lance de
degraus e equilibramos a geladeira no chão, o Jim perguntou: “Então, fale-me um
pouco sobre a Igreja Mórmon”. Limpando o suor do rosto, o Clayton respondeu:
“Para ser honesto, é nisto que consiste sua essência”. Então, explicou como
funciona o ensino familiar e comentou o quanto aquela irmã precisava de nós.
Dissemos-lhe também que, como no bairro sempre havia muitos estudantes de
pós-graduação chegando e saindo, nossa família volta e meia estava ajudando alguém
a carregar ou esvaziar um caminhão de mudanças.
O Jim ficou incrédulo. “Em nossa igreja, apenas ouvimos o sermão e
depois vamos para casa. Nem temos idéia de quem está precisando de auxílio.
Eles nunca pedem, assim
não sei a quem oferecer. Podem convidar-me para ajudar na próxima vez
que precisarem de braços fortes? Gosto desse tipo de coisa”. Embora o Clayton
tivesse tentado sem sucesso falar de religião com o Jim anteriormente, ele não demonstrara
interesse. Contudo, estava interessado em oportunidades para ajudar o próximo. Eis
o que essa experiência nos ensinou: muitas pessoas que estão satisfeitas com
sua vida sentem a necessidade de servir. A Luz de Cristo cria esse desejo de
ajudar. Quando nossos convites para pesquisar a Igreja estão centrados na doutrina,
muitas vezes não conseguimos tocar as pessoas que a princípio não estão numa
busca religiosa. Quando as envolvemos em atividades de serviço, elas descobrem
que a Igreja atende a necessidades importantes.
Convidar as pessoas para
auxiliar-nos na Igreja ajuda-as a sentirem-se necessárias e a serem tocadas pelo
Espírito. Quando esses sentimentos afloram, muitas pessoas tendem a perceber que
algo está faltando em sua vida. Ao
ajudar-nos a realizar a vontade de Deus, o Jim aprendeu muito mais sobre a
Igreja do que poderia ter feito numa conversa ou numa atividade social da ala. Conseqüentemente,
o Jim veio a aceitar posteriormente nosso convite para ouvir as palestras
missionárias.
O Que É o Sucesso?
Apesar de ver muita verdade e outros aspectos positivos em nossa Igreja,
o Jim decidiu depois da terceira palestra não continuar sua pesquisa. Embora
soubéssemos que muitos que interrompem as palestras voltam a ouvi-las depois e
aceitam o evangelho, ficamos decepcionados. Mas isso nos ensinou nossa quinta
lição valiosa sobre o trabalho de membros missionários: percebemos que tínhamos
tido sucesso como
missionários. O
Jim tornara-se um grande amigo, e tínhamos dado a ele a oportunidade de
compreender o
evangelho de Jesus Cristo em maior profundidade. Quer entre nas águas do
batismo ou não, ele deu um passo no caminho de seu progresso eterno e fez
algumas escolhas corretas importantes. A maioria de nós teme o fracasso. Uma
vez que percebemos que temos êxito como membros
missionários quando convidamos as pessoas a aprenderem
e aceitarem a verdade, muito
do medo que nos impedia de compartilhar o evangelho desapareceu.
Prazos
Ao seguirmos os conselhos do Élder M. Russell Ballard, do Quórum dos
Doze Apóstolos, aprendemos nossa sexta lição: Como
temos tantos afazeres em nossa vida agitada,
precisamos de prazos.
Invariavelmente, tendemos a adiar as atividades que não têm prazo definido, ao
passo que as coisas que precisam ser concluídas antes de uma data específica
costumam ser realizadas. Sem prazos estabelecidos, até mesmo
responsabilidades gratificantes de valor eterno — como a obra missionária —
podem ser facilmente relegadas
a segundo plano. A fim de ajudar-nos, o Élder Ballard pediu-nos que
estipulássemos
regularmente uma data.
Aconselhou-nos explicitamente que não é preciso anotar um nome. Contudo, desafiou-nos
a escolher uma data como compromisso para
com o Senhor. Prometeu que se então buscarmos todas as oportunidades de
falar do evangelho a todas as pessoas que pudermos, o Senhor nos abençoará até
essa data para
encontrarmos alguém que aceitará nosso convite de ouvir os missionários.2 Juntos
aceitamos o desafio do Élder Ballard e encontramos alguém para os missionários
ensinarem
todos os anos. A cada vez que fixamos uma data em espírito de oração, o
Senhor conduziu-nos a alguém para ensinarmos.
Contudo, raramente foi fácil encontrar as pessoas. Foi preciso orações
diárias, jejuns freqüentes e a criação de oportunidades para falar do
evangelho. Achamos útil usar
termos “mórmons” em nossas conversas — referências a atividades da
Igreja, nossos filhos na missão, experiências que tivemos em designações da
Igreja e assim por diante.
Quando usamos essas palavras e expressões, é como se estivéssemos abrindo
uma porta, convidando o interlocutor para entrar e ouvir mais sobre a Igreja. A
maioria das pessoas
prefere não entrar por essa porta, e não faz mal. Contudo, às vezes elas
fazem-nos perguntas sobre a Igreja e então respondemos. E se nos parecer
adequado, abrimos
uma segunda porta: o convite para uma reunião da Igreja ou para nossa
casa a fim de conversarmos mais. A maioria das pessoas que convidamos recusou,
mas algumas aceitaram. A despeito do resultado, percebemos que se elas sentirem
nosso amor, costumam expressar gratidão por termos nos importado com
elas a ponto de fazer-lhes o convite. Há vários anos, o Élder Christensen fixou
31 de janeiro
como data. O mês de janeiro começou e, apesar de ele ter iniciado
conversas com inúmeras pessoas e convidado várias delas a receberem os missionários,
não encontrou
ninguém interessado. Ele tinha uma viagem marcada para Honolulu, Havaí,
para participar de uma conferência acadêmica no dia 20 de janeiro e, ao olhar
sua agenda, parecia
óbvio que seria preciso encontrar a pessoa para apresentar aos missionários
durante o vôo para Honolulu ou na volta. Não haveria outras oportunidades.
Todos os dias, ele orava
a Deus e suplicava que Ele colocasse a seu lado um passageiro que
aceitasse seu convite.
Depois de todo esse esforço, ele mal conseguiu crer em seus olhos quando
viu seu companheiro de vôo: um homem chamado Vinnie, com uma chamativa camisa
havaiana desabotoada até o peito, deixando à vista três correntes de
ouro na altura do tórax cabeludo. O Vinnie explicou que trabalhava onze meses
por ano a fim de economizar o bastante para uma escapada de um mês no Havaí no
inverno para divertir-se com mulheres. O Clayton ficou decepcionado, pois
empenhara-se e orara muito para encontrar alguém, mas terminara ao lado de alguém
que não apresentava o menor interesse por religião. Desanimado, o Clayton
começou a ler. Quando a comissária de bordo trouxe o almoço, o Clayton pôs a
leitura de lado e passou a conversar sobre amenidades com o passageiro ao lado.
O Vinnie perguntou se o Clayton já conhecia o Havaí, e o Clayton respondeu que
tinha participado de um programa de treinamento lingüístico em Laie a caminho
de uma missão para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na
Coréia. Surpreso, o Vinnie largou o garfo e disse: “Então você é mórmon? Algo engraçado
aconteceu comigo no anopassado. Nunca me interessei por religião, mas comecei a
ter uma curiosidade crescente pelos mórmons. Não sei por quê. Poderia me falar
um pouco mais sobre sua Igreja?” Nas três horas seguintes, tocados por um
espírito maravilhoso, eles falaram sobre o evangelho de Jesus Cristo, abordando
cada uma das regras de fé. Por várias vezes no decorrer do vôo, o Vinnie
interrompeu o Clayton para agradecer-lhe por falarlhe sobre a Igreja. Quando o
avião aterrissou, o Clayton disse a Vinnie que havia missionários em sua cidade
e perguntou se gostaria de recebê-los quando voltasse. O Vinnie perguntou se
poderia contatar os missionários já em Honolulu. O Clayton recebeu esta
resposta dourada a suas orações ao usar termos “mórmons” para abrir as portas
de uma conversa e ao resistir à tentação de emitir julgamentos sobre as
possíveis reações do Vinnie.
Constantes e Variáveis
Aprendemos uma sétima lição com esta experiência: Quando estamos ocupados servindo na Igreja,
podemosesperar que Deus nos abençoará com milagres quando fizermos o que Ele
nos ordenar. (Ver 1 Néfi 3:7.) Na equação que determina
se vamos achar pessoas para os missionários ensinarem, o papel de Deus é uma
constante, não uma variável. Ele sempre cumpre Suas promessas. A única variável
é se nós temos a fé necessária para comprometernos, obedecer e esperar os
milagres. Ainda mais do que os outros membros, os homens e mulheres
atarefadosque lideram as alas e estacas (ou ramos e distritos) recisam exercer
esta fé simples. Afinal, se eles mesmos não conseguirem realizar a obra
missionária, não conseguirão inspirar os demais membros a cumprirem o chamado
de
membros missionários conferido pelo profeta.
Bênçãos
Muitos de nós conhecemos pessoas que parecem ter a obra missionária no
sangue — um dom inato para pregaro evangelho. Em nosso caso, não é tão simples. No início,
achamos o trabalho um tanto desafiador e desconcertante, mas ao aprendermos e
seguirmos essas lições, começamos a partilhar o evangelho de modo natural. As
bênçãos que nossa
família recebeu ao realizar essa obra são incalculáveis. A obra
missionária trouxe o Espírito
de Deus a nosso lar e nosso coração. Há uns quatro anos, por exemplo,
convidamos um dos ex-alunos do Clayton, o Sunil, para ouvir as palestras
missionárias em nossa casa.
Os missionários fizeram um trabalho excelente e, ao fim da palestra,
ambos testificaram das verdades que nos haviam ensinado. Nós dois também
prestamos nosso testemunho,
e o Clayton pediu a um dos missionários que fizesse a oração de
encerramento. Então, nosso filho Spencer ergueu a mão: “Pai, posso dizer uma
coisa?” Ele levantou-se e,
olhando o Sunil com um olhar puro, testificou: “Sunil, só tenho 11 anos.
Mas quero que saiba que as palavras dos missionários são verdadeiras. Sei que
Deus vive, sei que
somos todos Seus filhos e que Joseph Smith foi realmente um profeta de
Deus”. Enquanto ele externava seus sentimentos, um espírito doce e envolvente
dominou a sala.
No dia seguinte, o Sunil enviou um e-mail dizendo ter apreciado a
explicação clara de nossas crenças feita pelos missionários e nós durante a
palestra. Contudo, escreveu,
“quando seu filho se levantou e disse aquelas palavras, senti algo
dentro de mim que nunca sentira antes. Deve ser isso que vocês chamam de
Espírito Santo de Deus”.
Muitas bênçãos e amizades entraram em nossa vida ao procurarmos
partilhar o evangelho. Contudo, esta bênção foi uma das melhores: como nossa
família teve contato regular
ao longo dos anos com os missionários em nosso empenho para ensinar o
evangelho a amigos novos e antigos, o poder do Espírito Santo afetou
profundamente a fé de nossos
cinco filhos e trouxe o Espírito de Deus a nosso lar. ■
NOTAS
1. “The
Redemption of the Dead”, Ensign, novembro de 1975, p. 97.
2. Ver “Write Down a Date”, Ensign,
novembro de 1984, pp. 15–17;
ver também “We Proclaim the Gospel”, Ensign,
novembro de 1986,
pp. 31–33.